Há poucas semanas, estive em um rodeio. Foi a segunda vez na vida que fui a
uma festa desse tipo. Na tentativa que venho fazendo de derrubar meus
preconceitos musicais, assisti ao show do Luan Santana.
Confesso que não foi dessa vez que o “sertanejo universitário” me pegou, mas
consegui ver alguns pontos positivos nesse movimento.
Primeiro, a produção desses shows atingiu um nível alto, equiparado a muitos
espetáculos estrangeiros que chegam aqui a preços bem mais salgados e, às vezes,
qualidade estética questionável.
Segundo, Luan e companhia consolidam o que Chitãozinho e Xororó começaram nos
anos 80 ao conseguirem espaço nas rádios FM e emissoras de TV: recuperam uma
espécie de orgulho caipira entre os jovens.
Agora, os novos sertanejos conseguiram abrir também as portas das classes
mais altas. O público A e B passou a consumir o que, durante muito tempo, foi
considerado “música de pobre”, de “gente sem cultura”, de “classe C”.
Claro que a música sertaneja de raiz precisou se atualizar, se modernizar,
ficar pop. Por isso, num show como o de Luan Santana, é possível identificar
algo de Michael Jackson nas entradas triunfais, algo de Madonna nos bailarinos,
algo de rock nos solos de guitarra, etc.
Mas, ainda que moderninhos, esses jovens artistas sertanejos e seus fãs reforçam, a meu ver, a tese do antropólogo Darcy Ribeiro: fazemos parte de um “Brasil caipira”. Não adianta negar, muito menos ter preconceito.
Mas, ainda que moderninhos, esses jovens artistas sertanejos e seus fãs reforçam, a meu ver, a tese do antropólogo Darcy Ribeiro: fazemos parte de um “Brasil caipira”. Não adianta negar, muito menos ter preconceito.
Fonte: Rede Bom Dia
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